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YouTube e Quaest lançam diagnóstico inédito sobre quadrilhas juninas

Rede Primeiro Minuto10 de junho de 2026
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Campina Grande (PB), junho de 2026 — O YouTube, em parceria com a Quaest, apresentou na última sexta-feira (5), em sessão reservada para convidados no SESI Museu Digital, em Campina Grande, os resultados de um diagnóstico inédito sobre o universo das quadrilhas juninas no Brasil — o primeiro estudo de escala nacional dedicado exclusivamente a essa manifestação cultural.

O que a pesquisa encontrou

Entre os dias 8 e 21 de maio de 2026, a Quaest ouviu 29 lideranças de quadrilhas juninas de diferentes estados — do Amazonas ao Distrito Federal, do Piauí ao Acre — combinando entrevistas presenciais e virtuais, mapeamento territorial e análise de social listening digital.

O retrato apresenta transformações, como o fato das quadrilhas juninas terem se tornaram espetáculos de alta complexidade, com figurinos elaborados, cenografia, iluminação e coreografias sofisticadas. Mas também há desafios, como a ausência de sede própria para a maioria dos grupos e recursos aportados após a realização de dívidas.

Uma importante rede de proteção

A pesquisa também documenta o que quem vive o movimento junino já sabia: as quadrilhas são, antes de tudo, redes de cuidado. Acolhem jovens periféricos, pessoas LGBTQIAPN+, mulheres e trabalhadores da cultura em espaços onde a oferta de equipamentos culturais é baixa. Em algumas quadrilhas mais profissionalizadas, a presença LGBTQIAPN+ é majoritária.

“Para além da beleza estética e cultural, dos concursos e festivais, as Quadrilhas Juninas funcionam como potentes vetores de progresso social no Brasil. Os dados revelam um impacto profundo na base da sociedade e nos territórios onde atuam: elas transformam realidades de vulnerabilidades sociais, promovem a inclusão e criam redes de apoio essenciais para os quadrilheiros. Elas se tornaram projetos de vida em seus territórios, criando laços de pertencimento”, diz Nathalia Bernis, gerente de Sustentabilidade e Riscos da Quaest.

Em Campina Grande, seis das quatorze quadrilhas pesquisadas são presididas por mulheres. Os grupos oferecem apoio concreto — alimentação, transporte, figurino, suporte emocional — e formam competências em áreas como costura, maquiagem, cenografia, música e produção audiovisual.

“A pesquisa conseguiu trazer em dados isso que todo mundo que vivencia a quadrilha já sabe: é uma rede de proteção, uma rede de acolhida para todos. Queremos levar esses resultados para os formadores de políticas públicas, para que possam pensar em incentivos e no aperfeiçoamento das quadrilhas menores.” — Alana Rizzo, líder de relações públicas do YouTube

“As quadrilhas cresceram muito, se estilizaram, se enxugaram. Então, um projeto como esse resgata, mantém e sobrevive o movimento.” — Erik Cristovão, diretor da Quadrilha Junina Moleka 100 Vergonha

O São João que o algoritmo já conhece

O social listening realizado pela Quaest mapeou 1,9 milhão de menções relacionadas às quadrilhas juninas entre janeiro de 2025 e maio de 2026, produzidas por 608 mil autores únicos, com alcance médio de 614 mil visualizações por hora. Entre os termos que mais apareceram no trending topic do X: “queria ir” e “queria ir junto” — o desejo de usuários de plataformas digitais em participar de eventos juninos.

A música concentra 71% das menções digitais sobre o São João, seguida de comidas típicas (19%) e estética visual (10%). Mas é nas quadrilhas que a festa encontra sua camada mais densa de identidade, pertencimento e memória coletiva.

O que o projeto propõe

O diagnóstico integra o projeto Viva Junina, financiado pela Lei Rouanet e patrocinado pelo YouTube, reúne pesquisa cultural, formação digital para grupos juninos, produção de conteúdo e celebração pública. A proposta é que os dados subsidiem futuras políticas públicas de incentivo e capacitação para os grupos — com atenção especial para os menores, que hoje não conseguem acessar editais por falta de estrutura administrativa.

Além do relatório, a pesquisa entrega um mapa interativo — a “Geografia Junina de Campina Grande” — com 29 locais mapeados: sedes, espaços de ensaio, locais de apresentação e almoxarifados. O mapa pode ser acessado em: geografia-junina.quaestprojetos.com.br
O relatório completo está disponível em: blog.youtube/intl/pt-br/news-and-events/no-passo-das-quadrilhas-juninas/

Realização: LSR Comunicação
Co-realização: PIRA e Moleka 100 Vergonha
Patrocínio: YouTube
Financiamento: Lei Rouanet — PRONAC 262060
Apoio: FIEPB, Sesi Museu Digital e Travessia de Impacto

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