O vereador Sargento Wellington Cobra (PSB) denunciou o que classificou como um “grave retrocesso” na saúde pública de Campina Grande, afirmando que os problemas enfrentados pela população vêm se agravando desde o início da atual gestão municipal.
Segundo o parlamentar, desde janeiro de 2025 foram registrados fechamentos de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), desabastecimento de medicamentos, demissões em massa de profissionais e precarização da estrutura física dos equipamentos públicos.
“É algo terrível. Desde o início do nosso mandato estamos acompanhando de perto essa situação, que é realmente calamitosa. Só em janeiro deste ano tivemos o fechamento de inúmeras unidades básicas de saúde, farmácias e demissões em massa”, afirmou.
O vereador destacou ainda que, mesmo nas unidades que permanecem em funcionamento, a população enfrenta dificuldades para receber atendimento devido à falta de equipamentos e manutenção. Como exemplo, ela citou a situação dos consultórios odontológicos.
“Você chega nas unidades e encontra dentistas e auxiliares, mas as cadeiras odontológicas estão quebradas. O problema é sempre o mesmo: falta de pagamento para as equipes responsáveis pela manutenção dos equipamentos”, disse.
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a falta de servidores para realizar atendimentos administrativos em algumas unidades. De acordo com ela, há denúncias de UBSs que não conseguem atender a população porque as recepcionistas foram demitidas.
“Tem unidade que simplesmente não está funcionando porque não há ninguém para fazer uma ficha, um cadastro, marcar um exame ou uma consulta. A população fica sem assistência”, criticou.
O vereador também relatou uma fiscalização recente realizada na Policlínica do município, onde teria sido constatada a falta de materiais básicos para o funcionamento da unidade.
“Estivemos na Policlínica esta semana e faltava algo básico: papel ofício. Estamos falando de uma unidade de saúde que não tinha papel para trabalhar. Isso é inadmissível”, declarou.
Por fim, o parlamentar afirmou que continuará cobrando providências da gestão municipal e reforçou que a situação da saúde pública exige respostas urgentes.
“Vamos continuar fiscalizando e cobrando. Não podemos permitir que isso aconteça. O retrocesso na saúde de Campina Grande já tem sido muito grande e a população não pode continuar sofrendo com essa falta de estrutura”, concluiu.
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