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Rede Primeiro Minuto

Jô Oliveira cobra presença do secretário de Saúde e denuncia descaso da gestão com o Hospital Antônio Targino

Rede Primeiro Minuto19 de agosto de 2025
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Na sessão desta terça-feira (19), a vereadora Jô Oliveira
(PCdoB) voltou a cobrar respostas da gestão municipal sobre a grave crise na
saúde pública de Campina Grande. Os pontos centrais da sua fala foram à
respeito da situação atual do Hospital Antônio Targino e convocação do
secretário de Saúde, que até agora não foi respeitada, mesmo após aprovação
unânime na Câmara Municipal.

Segundo a vereadora, a ausência do gestor representa
desrespeito à Casa Legislativa e, sobretudo, à população que aguarda soluções
para problemas que se repetem e se agravam. “Quem responde pelo Fundo Municipal
de Saúde é o secretário. Se outras secretarias estão movimentando esse recurso,
está errado. Isso é improbidade. Precisamos de um diálogo franco nesta Casa”,
afirmou.

Jô relatou ainda sua visita ao Hospital Antônio Targino, que
chegou a suspender atendimentos de hemodiálise por falta de repasses da
Prefeitura, prejudicando diretamente dezenas de pacientes. “O pagamento só foi
feito no final do dia 15, depois da paralisação. Esse descaso é inaceitável.
Campina não pode ser refém da falta de planejamento”, denunciou.

A parlamentar também criticou a postura da Secretaria de
Saúde diante das cobranças se pronunciando através de nota que reduzia as
cobranças a politicagem. Para ela, a tentativa de reduzir questionamentos
técnicos a “politicagem” e “oportunismo” é uma forma de fugir da
responsabilidade. “Quando não há interesse pela técnica, entra a política pela
política. E quem paga o preço é a população, que sofre na ponta com a falta de
insumos, atrasos de salários e serviços interrompidos”, destacou.

Jô reforçou que o problema não se resume ao Antônio Targino:
entidades como o HELP e a FAP enfrentam as mesmas dificuldades para manter
contratos e serviços com o município. “Três instituições diferentes, fazendo a
mesma denúncia. Isso não é coincidência. Isso é a prova da falta de
planejamento da gestão, que insiste em empurrar a saúde de Campina para o
caos”, disse.

Por fim, a vereadora fez um apelo aos colegas de parlamento
para que, independentemente de posições políticas, se unam em defesa da
população: “Nossa obrigação é com quem está na ponta, sem conseguir marcar
exames, realizar cirurgias ou ter acesso ao tratamento. A saúde de Campina
Grande não pode continuar sendo tratada com descaso.” 

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