A audiência pública sobre os direitos da população LGBTQIAPN+, realizada nesta terça-feira (19) na Câmara Municipal de Campina Grande, foi marcada por um episódio de desrespeito e tentativa de tumulto. Três figuras ligadas a setores conservadores invadiram o plenário e, de início, se recusaram a deixar o espaço, numa clara ação para deslegitimar a atividade.
A vereadora Jô Oliveira (PCdoB), propositora da audiência, reagiu de forma firme à postura antidemocrática dos manifestantes. Em sua fala, Jô ressaltou que não era a primeira vez que setores conservadores tentavam silenciar debates importantes para as minorias sociais, mas destacou que dessa vez a situação foi ainda mais grave.
“Eles só têm essa coragem porque foi uma mulher preta que chamou a audiência. Quando é um homem branco quem convoca, eles não têm a mesma postura, não têm essa coragem. Isso precisa ser dito, porque o racismo atravessa até mesmo os espaços institucionais e a forma como nos tratam”, afirmou a vereadora.
A fala repercutiu entre os presentes e evidenciou como, além da luta por direitos da população LGBTQIAPN+, também é necessário enfrentar as violências raciais e de gênero que se expressam no cotidiano da política.

