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ALPB debate causas e tratamentos para dermatite atópica durante audiência pública

Rede Primeiro Minuto6 de novembro de 2025
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A Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social,
Segurança Alimentar e Nutricional da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB)
realizou, na tarde desta quinta-feira (6), uma audiência pública voltada à
discussão sobre a dermatite atópica — suas causas, formas de tratamento e os
impactos da doença na qualidade de vida dos pacientes. O encontro reuniu
médicos, especialistas, pacientes e representantes de entidades ligadas ao
setor de saúde.

A dermatite atópica no Brasil afeta cerca de 15% a 25% das
crianças e até 7% dos adultos. A doença é crônica e não é contagiosa, mas tem
um impacto significativo na qualidade de vida, podendo causar problemas como
insônia, baixa autoestima e impacto na produtividade.

O deputado Eduardo Carneiro, autor da propositura, destacou
a relevância do tema, lembrando que a dermatite atópica vai além de um problema
de pele. “Nós debatemos sobre a dermatite atópica, uma doença que, por muitas
vezes, é invisível, mas é crônica e vai além dos problemas de pele. Ela mexe
com a autoestima das pessoas, com a atividade profissional, com o preconceito e
com uma série de questões que precisam ser publicizadas. É necessário alertar e
cobrar do Sistema Único de Saúde providências, como medicamentos modernos e
tratamentos condizentes com a necessidade desses pacientes”, ressaltou o
parlamentar. Ele reforçou ainda a necessidade de união entre as esferas de
governo e o SUS para garantir políticas públicas eficazes.

O vereador de João Pessoa, Fábio Carneiro, também participou
da audiência e destacou a importância do debate diante dos desafios enfrentados
por pacientes de diferentes faixas etárias. “É muito importante estarmos aqui
hoje debatendo um tema que tem um alcance social impressionante. Temos crianças
e adultos com dermatite atópica grave. As crianças, até os 12 anos, têm
cobertura pela nova portaria do Ministério da Saúde, mas os adultos,
especialmente os mais graves, ficam descobertos. Estamos aqui para alertar o
Governo do Estado e as secretarias municipais sobre a necessidade de garantir
tratamento adequado pelo SUS e oferecer todos os recursos possíveis à
população”, ressaltou.

Na oportunidade, a médica dermatologista Renata Rodrigues,
do Hospital Universitário Lauro Wanderley, fez uma palestra sobre a doença,
“enfocando os tratamentos disponíveis e a jornada do paciente, que enfrenta
grande dificuldade para conseguir acesso às medicações, mesmo com opções
seguras e eficazes já existentes”. De acordo com a médica, “a dermatite atópica
é uma doença inflamatória da pele que coça bastante, causando manchas vermelhas
e feridas, e está associada a outras condições, como asma, rinite e alergias”.

“É uma inflamação sistêmica, que acomete vários órgãos e tem
consequências devastadoras na vida das pessoas, inclusive financeiras. Por
isso, é essencial que esse tema continue sendo discutido e planejado para que
se chegue a soluções que beneficiem todos os envolvidos”, explicou a
especialista.

O presidente da Atópicos Brasil, Mário Cavaca, lembrou dos
tratamentos disponíveis para dermatites atópicas. Ele destacou que o foco
central reside nos tratamentos e soluções, tanto imediatas quanto a longo
prazo. Ele acrescentou que ainda há um desconhecimento das pessoas sobre a
doença, com pesquisas indicando que 41% a 50% da população não a conhece.

“Um ponto crucial, além da prescrição de medicamentos, é o
acompanhamento da trajetória do paciente. Em muitos casos, a necessidade de
medicações específicas pode ser mitigada por políticas públicas estaduais que
ofereçam suporte e acesso a tratamentos mais simples, mas igualmente eficazes.
A criação de uma política pública estadual que promova a coordenação do
tratamento é essencial, permitindo que o paciente receba o cuidado adequado,
inclusive, quando necessário, medicamentos de alto custo que solucionem a
condição”, disse.

A professora Ana Cláudia Maia, é portadora da dermatite
atópica, e ressaltou que o acesso aos tratamentos é um grande desafio. “Estive
aqui hoje para pedir que todos nós, pacientes e autoridades, trabalhemos juntos
para aumentar a visibilidade e a compreensão sobre a dermatite atópica.
Precisamos de políticas públicas que garantam acesso a tratamentos adequados e
que ajudem a aliviar o sofrimento de tantas pessoas. É hora de dar voz a quem
vive essa realidade todos os dias”, declarou.

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