O prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto, reafirmou sua pré-candidatura à Prefeitura nas eleições suplementares do município, marcadas para o dia 12 de abril de 2026 (domingo). O novo pleito será realizado com a utilização do sistema eletrônico de votação e apuração.
Em entrevista ao programa Frente a Frente, TV Arapuan, desta segunda-feira (19), Edvaldo Neto afirmou que não há qualquer impedimento jurídico ou partidário para que dispute a eleição pelo Avante.
“Estamos completamente aptos. Não existe nenhum empecilho no que diz respeito ao Avante. Reafirmamos nossa intenção de pré-candidatura”, declarou.
O prefeito interino também comentou sobre a possibilidade de alianças políticas e afirmou que o diálogo está aberto com diferentes lideranças. Entre os nomes citados estão o ex-prefeito Vitor Hugo, que pode estar em seu palanque, além do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e do deputado Mersinho Lucena, com quem, segundo ele, há conversas em andamento.
Edvaldo Neto revelou ainda que mantém diálogo com o grupo político liderado pelo vice-governador Lucas Ribeiro, representante da base governista no estado. Segundo ele, não há definição de apoio neste momento.
“Não levantamos bandeira por A, B ou C. Vamos caminhar com quem quiser e puder oferecer o melhor projeto para Cabedelo. Na política, tudo é possível, sem iludir ninguém. Este é um momento de gestão, mas vamos sentar e ver com quem podemos fazer gestão. Tenho conversado com todos”, afirmou.
Questionado sobre a composição para o Senado, Edvaldo destacou que o tema ainda será tratado futuramente. “Essa é uma composição futura”, resumiu.
Entenda a eleição suplementar
As eleições suplementares em Cabedelo foram convocadas após a cassação do prefeito André Coutinho e da vice-prefeita Camila Holanda, em decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Ambos foram afastados por irregularidades no processo eleitoral de 2024, incluindo acusações de compra de votos com envolvimento de facções criminosas.
Cinco membros da Corte votaram a favor da cassação, enquanto um votou contra. Além disso, o ex-prefeito Vitor Hugo foi condenado à inelegibilidade por oito anos.
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