A ativista Yara da Silva defendeu a ampliação de políticas públicas destinadas à população LGBTQIA+, com atenção especial às pessoas trans. Segundo ela, ainda existem barreiras significativas no acesso ao mercado de trabalho, à educação e aos espaços de representação política e social.
Entre as principais reivindicações apresentadas pela ativista está a criação de iniciativas que ampliem a empregabilidade da população trans. Yara também defende a adoção de cotas para mulheres trans em universidades e empresas como instrumento para aumentar as oportunidades e combater a exclusão.
Ao abordar as dificuldades enfrentadas no mercado de trabalho, Yara relatou uma experiência ocorrida em uma empresa de Campina Grande. De acordo com a ativista, a empresa chegou a abrir oportunidades para cerca de 60 pessoas trans, mas, posteriormente, todas teriam sido retiradas dos postos de trabalho.
Para ela, situações como essa demonstram que a inclusão precisa ultrapassar o discurso e resultar em oportunidades concretas, com condições para que pessoas trans possam ingressar, permanecer e crescer profissionalmente.
Representatividade também na política
Yara também chama atenção para a importância das eleições e recomenda que os eleitores observem atentamente quais candidatos apresentam propostas relacionadas à dignidade humana e às necessidades da população LGBTQIA+.
Na avaliação da ativista, conhecer as dificuldades vivenciadas por essa parcela da sociedade é fundamental para transformar demandas em políticas públicas e leis capazes de garantir direitos.
Além das oportunidades no mercado de trabalho e na educação, Yara reivindica maior presença LGBTQIA+ nos espaços onde decisões são tomadas.
“A gente precisa de espaço e de visibilidade em locais de empoderamento. A gente só quer viver.”
A declaração resume uma luta por representatividade, respeito, oportunidades e dignidade. Para Yara, ampliar a presença LGBTQIA+ nos diferentes setores da sociedade é um passo necessário para que essa população tenha seus direitos garantidos e participe efetivamente da construção das políticas que impactam sua própria realidade.
Rede Primeiro Minuto


