A senadora paraibana Daniella Ribeiro (PP) passou a integrar a lista de nomes sugeridos pelo Progressistas para ocupar um ministério no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lideranças da federação União Progressista fizeram chegar ao Palácio do Planalto indicações de parlamentares considerados mais alinhados à esquerda e que poderiam participar da próxima composição da equipe ministerial.
No Progressistas, Daniella é o nome apontado para representar a legenda no governo federal. O partido já ocupava espaço na atual gestão com André Fufuca no Ministério do Esporte, mas a expectativa é que ele permaneça no Senado, para onde foi eleito em 2026.
A indicação da senadora paraibana também tem relação com sua influência política no estado e sua proximidade com lideranças da legenda. Daniella é mãe do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), e irmã do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), um dos parlamentares do partido com maior interlocução com o Palácio do Planalto.
Aguinaldo, inclusive, teve papel de destaque na articulação política do governo Lula, sendo relator da reforma tributária, uma das principais propostas defendidas pela gestão federal.
De acordo com as articulações atribuídas ao PP, a legenda pretende negociar uma pasta de maior estrutura e abrangência para Daniella. A intenção seria evitar uma indicação para um ministério com atuação mais segmentada, como o Ministério das Mulheres, e buscar um espaço considerado mais expressivo na estrutura administrativa federal.
A movimentação ocorre em meio às discussões sobre a formação do próximo governo Lula e a participação dos partidos da federação União Progressista na composição ministerial.
Além de Daniella, o União Brasil também apresentou sugestões de nomes para a equipe, entre eles os deputados federais Moses Rodrigues (CE) e Pedro Lucas (MA). Este último chegou a ser convidado para assumir o Ministério das Comunicações em 2025, mas recusou a indicação.
Até o momento, as indicações fazem parte das articulações políticas para a formação do novo ministério, sem confirmação oficial de nomeações pelo Palácio do Planalto.
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