O que começou como um sonho de atender a uma demanda das famílias do Complexo Aluízio Campos se transformou em um novo equipamento público de saúde mental para Campina Grande. O prefeito Bruno Cunha Lima inaugurou, nesta terça-feira (3), o novo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Acolher – Aluízio Campos, construído para ampliar o acesso ao cuidado especializado e aproximar os serviços da população que vive na região.
A unidade foi planejada para beneficiar cerca de 1,5 mil pessoas e conta com uma estrutura ampla, moderna e acolhedora. São mais de 14 salas, entre consultórios, salas para atendimentos individuais e em grupo, espaços destinados às oficinas terapêuticas, áreas de convivência, recepção, farmácia, posto de enfermagem, refeitório e dependências administrativas, além de sete banheiros e uma ampla área externa para atividades ao ar livre. O projeto segue as especificações técnicas do Ministério da Saúde.
Durante a solenidade de inauguração, que contou com a participação da comunidade e também de autoridades e representantes de diversas instituições e do Ministério da Saúde, o prefeito Bruno Cunha Lima detalhou que a implantação de um novo CAPS no município representou um desafio adicional porque Campina Grande já possuía, antes mesmo da nova unidade, uma das maiores coberturas de CAPS por habitante do país.
A ampliação da rede exigiu articulação para viabilizar o credenciamento e a liberação de recursos junto ao Ministério da Saúde. Segundo o prefeito, o novo equipamento recebeu investimento superior a R$ 3 milhões, com recursos federais e contrapartida do Município.
“Isso aqui é uma obra que, muito mais do que cimento, pedra e cal, traz muita dignidade e respeito para as pessoas, para crianças, para pessoas que sofrem com vício em álcool, pessoas que sofrem com vício em drogas, pessoas que têm depressão, distúrbios e outros problemas de saúde mental. É responsabilidade, é sensibilidade, é um olhar humano para cuidar, em especial, de quem mais precisa”, afirmou o prefeito.
A primeira-dama Juliana Cunha Lima, que participou das articulações para viabilizar o novo equipamento, inclusive em agendas em Brasília, classificou a inauguração como a realização de um projeto acompanhado desde o início da gestão. Psicóloga de formação, ela esteve presente desde a construção da proposta e destacou que a necessidade de um serviço no próprio bairro ficou evidente durante as visitas realizadas aos equipamentos da Rede de Atenção Psicossocial do Município, diante da rotina de mães de crianças e adolescentes que precisavam enfrentar longos deslocamentos para garantir o atendimento dos filhos.
“Eu estou muito emocionada com o evento de hoje. Um momento muito esperado. Há alguns anos a gente vem lutando para que isso acontecesse. Desde o início da gestão de Bruno, quando comecei a visitar todos os equipamentos, os CAPS, a gente percebeu a necessidade realmente de abrir um equipamento aqui no Aluízio Campos. Eu via de perto a luta das mães, muitas mães, inclusive, com mais de um filho autista, mais de um filho precisando de atendimento e tendo que se deslocar, pegar até dois ônibus. Então, foi pensando nelas e no bem-estar dessas crianças, dos adolescentes, que a gente não desistiu. A gente sabe que, se a gente não estiver bem psicologicamente, não vai bem em todas as áreas da nossa vida. Então, cuidar da saúde mental é cuidar da saúde. É uma prioridade”, afirmou, ressaltando que o cuidado com a saúde mental precisa ser compreendido como parte fundamental da saúde integral.
Com a inauguração, a Prefeitura de Campina Grande amplia a estrutura física da Rede de Atenção Psicossocial municipal e aproxima o atendimento especializado dos moradores do Aluízio Campos e de áreas do entorno. O novo equipamento também terá atuação diante de problemas relacionados ao uso abusivo de álcool, drogas e jogos de apostas, incluindo os impactos que essas situações provocam não apenas nos indivíduos, mas em suas famílias.



