Quando iniciou sua carreira com o lançamento do seu álbum de estreia “Ave de Prata”, que completa 46 anos em 2025, de cara Elba Ramalho estreia com participações de Dominguinhos, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Sivuca e até Lulu Santos.
Essa mistura de ritmos e nordestinidade fez com que a cantora mostrasse para o público que a música tem seu próprio universo, tornando-se referência para uma nova geração de cantores com participações ao lado de Edu Falaschi, ex-Angra, Wesley Safadão, Juliette entre outros.
A estrela da noite, Elba Ramalho, que há décadas representa uma tradição viva no palco d’O Maior São João do Mundo, realizando espetáculos memoráveis na véspera de São João em Campina Grande; cidade ao qual a cantora se orgulha de ter vivido, “Uma terra que me deu régua e compasso. Minha história começou aqui, numa bateria com 14 anos no Colégio Estadual da Prata, depois no Teatro Severino Cabral e na Fundação Cultural Manuel Bandeira”, ressaltou a cantora, que em 2025 lançou a musica “Um doce, uma Flor” ao lado de OUTROEU.
Todo esse amor por Campina e pela cultura nordestina, ao qual sempre foi porta voz, a cantora mostrou no palco ao cantar gripada, em um momento de superação, as músicas de Antônio Barros, Flávio José, Eliane, Dorgival Dantas, Alceu Valença, Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
Aos 73 anos, Elba mais uma vez honrou o palco com sua autenticidade e energia vibrante que fez o público vibrar e celebrar a chegada do São João tal qual o mundo espera a virada do ano. “São João é alegria, é impossível não ser feliz no São João, pois tem comida gostosa, as famílias se reúnem, e ainda celebramos o aniversário de um Santo”, enfatizou.
Entre os clássicos como Festa do Interior, Olha Pro Céu, Meu Amor e tantos outros hinos da música nordestina, a apresentação ainda contou com a participação do campinense Luã, filho da cantora e aniversariante deste dia 24 de junho, que entoou canções de Cidade Negra a Falamansa levando um pouco de outros estilos da música popular brasileira.
Ainda durante o show de Elba um novo espetáculo de imagens com fogos de artifício ao som da música “Olha Pro Céu, Meu Amor” de Luiz Gonzaga e José Fernandes lançada em 1951 e imortalizada pelo Rei do Baião, coloriram o céu da Rainha da Borborema em um momento de pura poesia visual e simbólica.
Rafael Costa/Rede Primeiro Minuto


