O Maior São João do Mundo provou, mais uma vez, que a sua grandiosidade não se limita apenas ao tamanho da festa, mas também à sua capacidade de abraçar todos os ritmos do Brasil. Na noite desta quarta-feira (17), o grupo de pagode Menos é Mais desembarcou no Parque do Povo e transformou a arena em um imenso e apaixonado “churrasquinho” de final de semana.
Antes de subirem ao Palco Principal e entregarem uma das apresentações mais enérgicas da temporada, os integrantes conversaram com a imprensa nos bastidores e refletiram sobre a responsabilidade e a alegria de trazer o surdo e o pandeiro para o templo sagrado da sanfona.
Questionado sobre a mistura do clima de pagode com a tradição junina e a experiência de gravar projetos e se apresentar em solo paraibano, o vocalista Duzão foi direto ao pontuar que a banda faz questão de incorporar a sua essência com total reverência ao espaço.
Logo na sequência, Gustavo Goes complementou, destacando que a relação do grupo com a cidade vai além de um simples show na agenda, sendo um marco vital na trajetória da banda, “Essa sinergia entre a gente e o público daqui é muito presente. Esse é um ponto muito especial nas nossas vidas. Tocar n’O Maior São João do Mundo não tem apenas um significado gigantesco para a carreira, mas nos traz de volta para essa cidade, para falar com essas pessoas. Gravar e estar dentro de Campina Grande é algo muito especial para nós”, revelou Gustavo.
O respeito ao solo nordestino e a música rompendo barreiras
A inserção de artistas de outros gêneros em festividades juninas é um tema que sempre gera debates. No entanto, para o Menos é Mais, a pluralidade é justamente o que torna o São João atual um evento de proporções globais. Ao ser indagado sobre como o grupo enxerga o fato de o São João abraçar diferentes estilos, Gustavo Goes celebrou a diversidade cultural do evento, “A música rompe barreiras. Essa é uma festa muito acolhedora para os ritmos que são colocados aqui. Nós conseguimos nos sentir em casa”, afirmou o músico, destacando que a banda se sente abraçada pelo público nordestino.
Com uma grade que mescla trios de forró pé-de-serra autênticos com o pagode de Brasília, o grupo entende perfeitamente o seu papel dentro do ecossistema do evento. Gustavo fez questão de ressaltar que a banda não está ali para descaracterizar a festa, mas sim para somar energia ao legado já estabelecido pelas grandes lendas do forró, “Nós viemos para somar a essa festa. Ela só é tão grande por causa dessa boa energia, e nós viemos trazer a nossa alegria também. É uma roupagem diferente, é algo diferente para a galera, mas trazemos isso com muito respeito e tratamento especial para o São João.”, afirmou o músico.
Rafael Costa/Rede Primeiro Minuto


