Um Projeto de Lei do vereador Rafafá (União Brasil), em
tramitação na Câmara Municipal de Campina Grande, pretende extinguir a execução
de músicas, cujas letras tenham apelo pornográfico ou façam apologia ao crime e
ao uso de drogas, durante apresentações em escolas da rede pública municipal. O
projeto ainda será analisado pelos demais integrantes da Casa de Félix Araújo.
“A intenção não é proibir quem quer que seja a ouvir o tipo
de música de que gosta. Cabe aos pais controlar o que seus filhos ouvem, em se
tratando de música. O que nós defendemos é que, em apresentações e/ou
comemorações escolares, haja um controle, por parte de professores,
coordenadores e diretores, sobre as playlists, para evitar a inclusão de
músicas que falam de pornografia, incitam a violência e fazem apologia ao uso
de drogas lícitas e ilícitas”, destaca Rafafá.
O vereador lembra que esse tipo de música é o que mais se
ouve, hoje em dia, pela juventude e, inclusive, por crianças, em alguns casos.
“Estamos cansados de ver, na internet, vídeos em que os próprios pais filmam
crianças fazendo coreografias e cantando músicas com letras erotizadas e até
mesmo pornográficas”, completa.
Em sua justificativa, Rafafá lembra que a escola é um
ambiente de aprendizagem, no qual as crianças passam boa parte do tempo e por
isso, muito do que aprendem reproduzem em casa. “É muito comum vermos uma
criança repreendendo o pai, por exemplo, se ele descumprir uma regra de
trânsito. Porque ela aprende na escola as regras básicas de trânsito. Então,
precisamos fazer com que a escola continue sendo esse lugar seguro, onde a
criança possa aprender e se desconectar daquilo que atualmente tentam passar como
sendo natural. Precisamos incentivar o lúdico e evitar levar para o ambiente
escolar, músicas que deseducam nossas crianças e adolescentes”, destacou
Rafafá.

